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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Seg | 14.10.19

Luta interna no PSD

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O PSD de Rui Rio obteve, no domingo, o pior resultado do partido em legislativas dos últimos 20 anos, mas apenas em percentagem, já que conseguiu eleger mais deputados do que Pedro Santana Lopes em 2005. Perante tais resultados eleitorais foram várias as vozes que se insurgiram contra Rui Rio.

 

O primeiro foi Miguel Relvas que veio, de imediato, pedir «um novo líder e uma nova equipa no PSD»,  admitindo ser desejável antecipar o calendário previsto para as eleições diretas internas do partido.

 

Depois foi Miguel Morgado que também criticou a atual liderança e defendeu, uma vez mais, que deve ser o PSD a promover a refundação da direita, recusando-se, contudo, a dizer se é ou não candidato.

 

Também Cavaco Silva saiu da toca para afirmar que o resultado obtido pelo partido o deixava triste, acrescentando que o afastamento de figuras de primeira água, como Maria Luís Albuquerque, foi um erro.

 

Entretanto a guerra pela sucessão à liderança no partido já começou. As pressões e o contar de espingardas começam a perfilar-se nas distritais.

 

Mas há os que já decidiram entrar na corrida à liderança - Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz são dois dos candidatos.

 

O ex-líder parlamentar do PSD considera que «António Costa era batível» nestas eleições e só não o foi porque Rio falhou na oposição, na forma como geriu o partido e no posicionamento ideológico que quis impor ao PSD.

 

Já Nuno Morais Sarmento, em entrevista à RTP, considerou que os resultados nas legislativas não são impeditivos para a continuidade de Rio na liderança do PSD. Mesmo reconhecendo que os resultados eleitorais foram diminutos, o vice-presidente do partido acredita que a estratégia até aqui seguida é a correta e que não há ninguém com um perfil mais indicado do que Rio para seguir na presidência social-democrata, rematando que «às vezes a disputa interna no PSD parece a gaiola das malucas».

 

Resumindo: os indefetíveis de Rui Rio acusam os críticos de sede de poder e de quererem destruir o PSD, como Morais Sarmento, David Justino e Ângelo Correia. Do outro lado, Luis Montenegro conta com o apoio de alguns dos principais críticos da atual direção, casos de Pedro Duarte, Luís Menezes, Teresa Morais, Hugo Soares e Almeida Henriques com o argumento de que está a conduzir o partido para o abismo, tendo chegado o momento de fazer uma clarificação interna.

 

Estarão todos à espera do que vai fazer Rui Rio, isto é, se vai ou não abandonar a liderança ou se se vai manter à frente do PSD. É certo que o partido teve uma derrota significativa, mas será que alguém, nas atuais circunstâncias, conseguiria fazer melhor? É a pergunta que se coloca.

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