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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Qui | 22.03.18

Manipulação de dados pessoais através das redes sociais

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De repente o mundo acordou e percebeu que as redes sociais guardam os nossos dados pessoais e os manipulam a seu belo prazer. Todas as informações são guardadas e posteriormente usadas para analisar o nosso perfil, para que, mediante um algoritmo, nos sejam mostrados anúncios adaptados às nossas preferências, às nossas pesquisas, os quais são depois utilizados para os mais variados fins, sejam eles comerciais ou políticos.

 

Através do escândalo da Cambridge Analytics, uma empresa de tratamento de dados do Reino Unido, percebemos como uma simples empresa, ao ter acesso a bilhões de dados pessoais, pode montar perfis psicométricos e definir os tipos de personalidade de 50 milhões de norte-americanos e, assim, condicionar, por exemplo, a vitória de Donald Trump ou no Reino Unido a sua saída da União Europeia.

 

Esta forma de manipulação assustadora, sendo uma violação clara dos direitos das pessoas, teve pelo menos um lado positivo: o de  prevenir para este problema, fazendo-nos tomar consciência de que tudo o que se faz no Facebook tem um custo e de como o Facebook ganha dinheiro à nossa custa, através de publicidade encapotada, ainda que nunca nos tenha pedido um único cêntimo.

 

A partir de agora tomamos conhecimento que ao aceder a aplicações que à partida nos parecem inócuas, isso tem consequências, pois são um poderoso instrumento para esmiuçar o nosso perfil.

 

Doravante ninguém poderá dizer que desconhecia este estratagema.