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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Sab | 02.12.17

Mário Centeno no Eurogrupo

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O ministro das Finanças, Mário Centeno, é candidato à presidência do Eurogrupo, cuja eleição terá lugar na próxima reunião do Eurogrupo, agendada para segunda-feira, dia 04 de dezembro.

 

Mário Centeno está no topo de favoritos à presidência do Eurogrupo. O ministro das Finanças tem o apoio das quatro maiores economias da zona euro (Alemanha, Espanha, França e Itália).

 

Vários órgãos de comunicação social nacionais internacionais avançam que o ministro português das Finanças é o candidato com mais hipóteses de conquistar o lugar, anteriormente ocupado pelo holandês Jeroen Dijsselbloem.

 

A escolha de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo é uma boa notícia para o país. É prestigiante que um governante português reúna apoios por ter as qualidades necessárias para liderar uma instituição como Eurogrupo. E Centeno tem-nas. Não é por acaso que foi apelidado pelo senhor Schäuble  como o «Ronaldo do Ecofin», depois de nos últimos dois anos ter conseguido cumprir as regras europeias, reduzir o défice português e por a economia portuguesa a crescer, ao mesmo tempo que restituiu os cortes dos salários aplicados pelo governo anterior.

 

Com o próprio ministro das Finanças a liderar o Eurogrupo, Portugal terá menores possibilidades de indisciplina orçamental, uma vez que terá que dar o exemplo. Depois permitirá a Portugal ter uma voz mais ativa nas políticas e na governação da zona euro, o que não é coisa pouca.

 

A única implicação da eleição de Centeno para presidir ao Eurogrupo é a obrigatoriedade da sua manutenção como Ministro das Finanças para além do fim da legislatura.

 

E aqui não há, nem pode haver, qualquer espécie de comparação com Durão Barroso, porquanto o presidente do Eurogrupo é um Ministro das Finanças em efetividade de funções e sê-lo-á, porque essa é uma condição sine qua non. Por isso, não há nenhuma fuga de Mário Centeno, ao contrário de Barroso, esse sim, que trocou o lugar de primeiro-ministro por presidente da Comissão, com as consequências que todos nós conhecemos e lamentamos.