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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Qua | 23.07.14

Mario Vargas Llosa distinguido com Doutoramento Honoris Causa

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Mario Vargas Llosa foi distinguido com o Doutoramento Honoris Causa concedido pela Universidade de Nova de Lisboa, proposto pelo poeta e catedrático Nuno Júdice que fez o elogio académico do escritor peruano.

Nuno Júdice classificou Llosa como um escritor notável e alguém que renovou o romance no final do séc. XX e que continua a ser fundamental no séc. XXI. «É um dos grandes romancistas do mundo que está ainda em atividade e a produzir livros notáveis», acrescentou o escritor português, que integra o Departamento de Línguas, Culturas e Literaturas da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas desta universidade.

Mario Vargas Llosa alertou para os perigos da «sociedade do espetáculo» que vivemos e a ditadura da tecnologia, tendo defendido uma literatura que «mantenha o espírito crítico, sem a qual desapareceria a liberdade». «A literatura é um prazer, mas se for apenas isso, provavelmente empobrecia na sociedade algo de que depende, na sua essência, o progresso humano, que é o espírito crítico», afirmou  Vargas Llosa.

Nascido em 1936, Mário Vargas Llosa é conhecido pela sua crítica à hierarquia de castas sociais e raciais vigente ainda hoje no Peru – seu país de origem – e na América Latina. Docente universitário e político, Vargas Llosa é uma personalidade intelectual de grande vulto e um dos mais importantes escritores da América Latina e do mundo.

Gosto muito da narrativa de Mário Vargas Llosa.  A sua escrita é clara e surpreendente. É profunda, mordaz, mas, ao mesmo tempo,  fluida, isenta de maneirismos, com um  estilo muito próprio.