«O regresso da história»
« (...) A entrada russa na Crimeia significa que a NATO ultrapassou o limite do suportável por Moscovo. Putin não quer nem anexar, nem mutilar a Ucrânia. Quer "finlandizar" a Ucrânia, como se dizia na "guerra-fria". O que está em causa não é uma improvável entrada da Ucrânia nessa casa dividida em que a UE se transformou. O que está em causa é não ter os canhões da NATO como fronteira. A lição de Putin à chanceler Merkel recorda-nos que, quando a história regressa com esplendor, o poder derradeiro não é económico. Reside sempre na ponta das baionetas. Nunca se sabe o que vai acontecer amanhã. Mas adivinha-se como vai acabar».
Viriato Soromenho Marques, DN, 04.03.2014