Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

Qua | 04.07.18

Os carros de Madonna

36634845_1634355789996707_2629788830160388096_n.pn

O Expresso noticiou que a cantora Madonna, a viver atualmente em Portugal, vai pagar apenas 720 euros por mês por espaço na Rua das Janelas Verdes, próximo do palacete que adquiriu e onde poderá estacionar a sua frota automóvel de 15 viaturas. Em janeiro deste ano foi assinado um contrato com a Câmara de Lisboa e feita uma cedência de terreno nas traseiras do palácio pombal para o efeito a título provisório.

 

 

Contas feitas a 22 dias úteis por mês - em que o estacionamento é pago -  dá uma média de 32,7 euros por dia. Ou seja, 2,18 euros/dia por cada viatura.

 

 

As reações nas redes sociaios não se fizeram esperar  e choveram críticas contra o Presidente do Município de Lisboa. Compreende-se! Afinal o estacionamento em Lisboa é caótico e a EMEL para além de cobrar “couro e cabelo” é implacável com os automobilistas.

 

 

Mas será que Fernando Medina, político hábil, iria conceder a Madonna um regime de exceção se dele não extraísse dai dividendos? Sim, convenhamos, não foi certamente pelos lindos olhos de Madonna nem pela sua bela voz que Medina se deixou encantar.

 

 

É que Madonna é muito mais do que uma cantora pop. Madonna é uma marca que traz muito mais a Lisboa do que o preço justo de um simples estacionamento, porque a sua presença na capital tem um impacto maior do que muitas campanhas de promoção turística. O retorno financeiro que isto representa para a cidade e para o turismo, em termos de notoriedade é brutal. O presidente da autarquia lisboeta percebeu isso rapidamente. Pena é que a maioria dos lisboetas não tenha alcançado.