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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Sab | 20.01.18

Sporting empata com o Vitória de Setúbal

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À 19ª jornada o Sporting empata e fica a um ponto do FC Porto, que na prática são quatro pontos, já que o FCP tem menos um jogo.

 

Foi um balde de água fria. Ninguém supunha e para mais estando na liderança do campeonato, que íamos deixar dois pontos no Bonfim, mas na segunda parte, pelo desenrolar da partida, percebia-se que a coisa não estava fácil, o Vitória fez um remate ameaçador à baliza que só não foi golo porque Coates chutou para canto.

 

Couceiro ao entender que o SCP não conseguia matar o jogo, arriscou, tirou unidades mais defensivas e fez entrar um ponta-de-lança, Edinho, que acabou por cavar e marcar a grande penalidade.

 

A desilusão estava estampada no rosto dos jogadores e Fábio Coentrão manifestou-se no banco. Mas a responsabilidade é sobretudo do treinador que devia ter mexido mais cedo e ter gerido melhor o jogo. É nisto que temos falhado por vezes. Jesus é um treinador reativo: lança Doumbia a 30 segundos do final para ganhar talvez uma bola de cabeça, Podence que terminou tão bem o ano joga o tempo de compensação, Bryan Ruiz passa de titular a desconvocado. Não se compreende!

 

Para mais Jorge Jesus tem esta época um leque de jogadores à sua disposição que qualquer um gostaria de ter e utiliza sempre os mesmos onze. Há jogadores que estão exaustos: Gelson Martins, Bruno Fernandes, Acunã, Piccini são alguns desses.

 

Outros jogadores não entram nas contas de Jesus. Doumbia, Podence que agora vai ter um papel muito mais secundário, com a chegada de Rubem Ribeiro, Iúri Medeiros também nunca agradou a Jesus e Gelson Dala, um jogador bastante interessante, que andou meia época sentado no banco, para agora ser emprestado.

 

Espero que Jesus saia no final da época independentemente do que vier a acontecer. O Sporting precisa de um treinador mais jovem, mais esclarecido, com outras ideias e com outras capacidades para gerir a equipa e já agora melhores dotes oratórios. Já se percebeu que Jesus pode ser bom para um Feirense ou um Moreirense, não para gerir um clube grande.

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