Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba.
Vergílio Ferreira
(imagem retirada da Revista Visão) Há cinquenta anos, a 25 de novembro de 1975, na fase final do Processo Revolucionário em Curso (PREC), iniciado em 25 de Abril de 1974, Portugal esteve próximo de uma guerra civil. Depois de meses de disputa pelo controlo político e militar, o país encontrava-se profundamente polarizado: de um lado, as forças democráticas e setores da Igreja que defendiam uma democracia pluralista de matriz europeia; do outro, as fações pró-comunistas — PCP, (...)
Morreu Otelo Saraiva de Carvalho aos 84 anos. Homem corajoso, idealista, sonhador e polémico. Joga a seu favor o papel fulcral que teve na Revolução dos Cravos, como o estratega que dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. Após a revolução, Otelo foi Comandante da Região Militar de Lisboa e Comandante do COPCON, tendo pertencido ao Conselho da Revolução. Fica responsável pelo sector operacional da Comissão (...)
Comemora-se hoje o 40º aniversário do golpe militar de 25 de Novembro de 1975. Foi o culminar de vários meses de tensão política e militar que conduziram à derrota da esquerda mais radical. PSD e CDS comemoraram esta data no (...)
Há 38 anos, no dia 25 de Novembro de 1975, no final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil, depois de um período de disputa pelo poder político-militar. As forças democráticas e a igreja lutavam por uma democracia do tipo europeu, enquanto as fações pró-comunistas (PCP, extrema-esquerda e a esquerda militar) procuravam impor ao País um regime autoritário semelhante aos dos países comunistas.
No verão de 1975, no (...)