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Narrativa Diária

Não escrever um romance na «horizontal», com a narrativa de peripécias que entretêm. Escrevê-lo na «vertical», com a vivência intensa do que se sente e perturba. Vergílio Ferreira

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Sex | 07.06.19

TAP dá prémios a colaboradores, apesar dos prejuízos

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A decisão da comissão executiva da TAP em atribuir 1,171 milhões de euros em prémios a 180 colaboradores, após o grupo TAP ter apresentado um prejuízo de 118 milhões de euros no exercício de 2018, não foi bem recebida pelo governo.

 

A determinação partiu da comissão executiva da TAP, presidida por Antonoaldo Neves, que, segundo o Governo, não terá informado o conselho de administração.

 

O Governo e os representantes do Estado no Conselho de Administração da TAP «tomaram conhecimento desta decisão, já consumada, com o processamento dos salários referentes ao mês de maio, pela comunicação social». Recorde-se que a operação de reprivatização da TAP foi finalizada em junho de 2017 pelo Governo de António Costa, tendo o Estado passado a deter 50% do capital social da TAP e recuperado o controlo estratégico da companhia aérea.

 

Num comunicado enviado às redações, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação, tutelado por Pedro Nuno Santos afirma que o programa de mérito foi criado «sem ter sido dado conhecimento prévio ao Conselho de Administração da TAP da atribuição dos prémios e dos critérios subjacentes a essa atribuição».

 

O Governo afirma que não se revê na conduta da Comissão Executiva que agiu em desrespeito dos deveres de colaboração institucional que lhe são conferidos e pediu uma reunião do Conselho de Administração, com caráter de urgência, para esclarecimento de todo o processo e para análise do dever de informação a que estão obrigados nos termos do acordo parassocial.

 

O procedimento por parte da Comissão Executiva da TAP «constitui uma quebra da relação de confiança entre a Comissão Executiva e o maior acionista da TAP, o Estado português».

 

Para Antonoaldo Neves, a cultura de meritocracia é o que faz a empresa crescer e gerar rendimento em Portugal, sendo para este gestor uma aposta para continuar, porque acredita que a atribuição do programa de prémios não ameaçará a paz social na empresa porque os trabalhadores e os sindicatos compreendem esta aposta.

 

«A segurança que temos em relação à paz social é muito grande», disse o gestor, insistindo que não há «um trabalhador na TAP que se possa queixar de não ter tido melhoria das suas condições financeiras no ano passado».

 

Para o Administrador, os prémios foram a recompensa pela componente individual e desempenho dos departamentos que fizeram um trabalho extraordinário, referiu, lembrando as adversidades que afetaram a empresa, nomeadamente ao nível da escalada do preço do petróleo.